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Escola | Artigos

PROFESSOR E DISCIPLINA

Autor/fonte: Armindo Moreira

Autor do livro PROFESSOR NÃO É EDUCADOR

Dentro de uma sala de aula, a disciplina é indispensável. Sem ela, nem o professor ensina nem o aluno aprende. Quando a indisciplina de um ou de vários alunos perturba o ensino e a aprendizagem, alguém deve interferir para impor limites aos perturbadores. É então que o professor se questiona. Quem deve pôr os perturbadores na ordem? O professor deve impor a disciplina ou deve exigir que outrem a imponha?
É convicção generalizada que o professor deve usar sua autoridade e seu prestígio para impor limites ao aluno irreverente e mal-educado. Por isso e para isso ele é educador. Esta convicção espalhou-se tão firme na sociedade, que está sendo aceita pelas famílias, pelos governos e até pelos professores!
As pessoas que assim pensam esquecem ou ignoram que, para impor disciplina e limites a desordeiros, nem sempre basta prestígio. Atrevidos há que gostam de se exibir, afrontando pessoas de prestígio. Para conter esta espécie de atrevidos, é preciso ter poder. Poder para punir! Esses atrevidos não têm vergonha – mas têm medo.
Ora num estabelecimento de ensino, um professor pode ter muito prestígio, mas quem tem poder é o diretor, pois é ele quem pode punir. Disto se infere o seguinte: quem pode, efetivamente, impor limites aos alunos mal criados é o diretor – não é o professor. A pessoa que é contratada para trabalhar numa oficina ou num escritório tem o direito de encontrar disciplina e respeito no ambiente em que vai trabalhar.  Mas não compete ao trabalhador contratado a função de implantar e manter tal disciplina e tal respeito: esta função compete a quem contratou. Do mesmo modo, num estabelecimento de ensino. O diretor representa a entidade patronal; por isso, é dele a tarefa de implantar a disciplina e o respeito necessários para que os professores exerçam a função assumida em seus contratos. Portanto um professor não tem que impor disciplina: ele tem que exigir disciplina para poder lecionar. Ilustremos esta doutrina com dois fatos ocorridos com o autor deste texto.
Entrei na sala para dar minha primeira aula naquela turma – e naquele estabelecimento de ensino. A maior parte dos alunos não notou – ou fingiu que não notou – a minha chegada. Apenas uns cinco alunos, sentados perto da mesa do professor, responderam à minha saudação.  Esperei, de pé e calado, que houvesse silêncio. Em vão! Comecei a falar para apresentar o assunto da aula, mas a turma não prestava atenção.
Notei uns quatro alunos, perto da mesa, em atitude de quem quer ouvir. Passados uns três minutos, um desses alunos, notando o meu espanto, disse: “Psô, é assim mesmo; logo, logo, se acostuma”. Imediatamente peguei minha pastita de notas e saí. Dirigi-me à secretaria e redigi um informe ao diretor, explicando o motivo de ter abandonado a sala de aula.  A secretária leu, fez cara de espanto e de reprovação e perguntou: “O Senhor quer mesmo que eu entregue este informe ao diretor!?” “Quero, sim” – respondi eu. E fui para minha casa.
Não sei o que o diretor fez. A verdade é que, no dia seguinte, quando cheguei à sala para dar aula, encontrei uma turma tranquila e disciplinada. Pude fazer meu trabalho com satisfação. E foi assim durante o ano letivo; e a turma teve bom aproveitamento.
Noutra ocasião, um aluno que teria seus 18 anos resolveu testar minha tolerância. Saiu umas quatro vezes do seu lugar, para ir dizer não sei o quê a colegas. Quando ele notou que eu o observava com estranheza, começou a fazer perguntas. Lembro-me das duas últimas.  “Professor, é verdade que a Lua altera o bom humor das moças?” A turma soltou uma sonora gargalhada. Quando a turma se aquietou e eu já retomava a palavra, o engraçadinho perguntou: “Professor, qual nasceu primeiro: foi o galo ou a galinha?” A turma caiu em risadas e comentários. Imediatamente, apontei a porta da sala e ordenei: “Saia da sala”. O aluno disse: “Não saio, Professor. Eu tenho direito de assistir à aula”. Ato contínuo, pego minha pastita de notas e informo: “Então saio eu”. Saí da sala e fui à secretaria comunicar por escrito ao diretor o que aconteceu.
Na semana seguinte, dei minhas aulas tranquilamente; e assim durante aquele ano letivo; e assim durante os 20 anos em que lecionei naquela instituição.

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Depoimentos

Milton ferreira

Ouvi algumas frases desta página na Radio educativa sul Brasil, e resolvi fazer uma visita e ver as idéias, e gostei pois é disso que o mundo precisa um trabalhar de concientização para uma nova cultura, onde o erro não está nas drogas, no desemprego ou bebida como ja citei antes (drogas). Quem causa os problemas e desordem na sociedade são pessoas, por isso que a conscientização é uma importante ferramenta para ter um País melhor. A criança nasce nu e analfabeto, as primeiras palavras quem as ensinam são os pais, se a criança é revoltada tem algum erro na criação, pois visitando algumas instituições de tratamento de depedentes químicos, conversando com algumas Assistente Sociais, entendo que, as brigas, pais abandonado na velhice, isso vem do modo de tratamento e criação. Aos pais deixo um recado; Trate bem o teu Filho e terás uma Velhice Tranquila.
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